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PROGRAMAÇÃO

O 10º Festival Kino Beat se desenrola ao longo de cinco meses, entre agosto e dezembro de 2025, com uma programação viva, conectando Porto Alegre e Liverpool. São instalações, shows, performances, filmes e residências artísticas que traçam um percurso de experimentação e imaginação coletiva.

Acesse a audiodescrição do texto curatorial sobre a 10º edição do Festival: https://youtu.be/swbCxrMT0z4

Confira abaixo os destaques e datas confirmadas:

AGOSTO

03 de agosto

Abertura do festival — Show Nicolas Jaar

Local: Bar Opinião (Rua José do Patrocínio, 834, Porto Alegre)

Abertura da casa: 18h | Show: 20h

O aclamado produtor e compositor Nicolas Jaar se apresentou pela primeira vez em Porto Alegre. Conhecido por sua sonoridade densa e experimental, Jaar traz ao palco o projeto Archivos de Radio Piedras, cruzando eletrônica, jazz, ambient e narrativas políticas em uma experiência.

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02 a 16 de agosto

Residência artística Portos Conectados – Etapa Liverpool

Local: FACT (Liverpool, Reino Unido)

Primeira fase da residência internacional que conecta artistas do Brasil e do Reino Unido em um processo de criação híbrido e especulativo.

Artistas residentes: Dongni Liang, Sophie Rogers, Henrique Fagundes, Trojany.

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SETEMBRO

23 DE SETEMBRO

Cosmopolíticas, Interferências e Reconciliações | Ciclos Formativos – APPH

Atividade online, gratuita e sem inscrição prévia

Horário: 18h

Participantes: André Araujo, Ana Letícia Meira Schweig, Emília Braz, Fernando Silva e Silva, Júlia Gonçalves, Léo Tietboehl, Luísa Muccillo

Assista: https://www.youtube.com/live/4UV13QoVtRs?si=e7iVr7bw9PwKR6zo

O primeiro ciclo propõe pensar a coexistência de diferentes mundos em um mesmo mundo. As comunicações investigam o conceito de cosmopolítica que, como trabalhado no âmbito do pensamento ecológico por pensadores como a filósofa da ciência Isabelle Stengers e a antropóloga Marisol de la Cadena, enseja o debate sobre as convivências e contaminações entre diferentes cosmovisões: da ciência, da arte, da filosofia, do pensamento de povos originários e dos modos de existência de outros seres. Diante do desaparecimento e extinção de tantas culturas, linguagens e formas de vida, se torna urgente criar mundos comuns.

Nesta atividade de abertura da participação do GPEP no Festival Kino Beat, os membros do grupo de pesquisa apresentam um vocabulário em comum/incomum para aproximar e distanciar as noções que guiam a atividade formativa. 

Com o conceito de “Cosmopolíticas”, enfatizamos a necessária coexistência de diferentes modos de pensamento frente aos problemas de nossa contemporaneidade. Para desfazer a expectativa puramente racional da ciência, a relacionamos à política, à arte e ao pensamento de cosmovisões menos ocidentalizadas e humanas. 

Já “Interferências” enfatiza a forma como os limites entre estes campos são ultrapassados em um mundo que comporta em si muitos e outros mundos. Trata-se de entender que há muito da ciência em outros modos de pensamento tanto quanto outros modos de pensamento na ciência. Os aparentes limites são porosos, afetados, contaminados. Como reconciliar as complexas relações dessa coexistência entre diferentes modos de ver o mundo – ou, indo além, de diferentes mundos em um mesmo mundo?

“Reconciliar”, então, propõe um posicionamento que não seja passivo frente a tragédia ecológica vindoura; no lugar disso, cogita o movimento ao mesmo tempo pragmático e fabulativo de ensaiar outras sensibilidades, outras formas de produzir conhecimento e outras relações ontológicas com “paisagens arruinadas” – sem as quais não podemos pensar a continuidade da vida humana e não humana. 

25 DE SETEMBRO

COSMOPOLÍTICAS: Fantasmas, máquinas e bichos: desafios cosmopolíticos | Ciclos Formativos – APPH

Atividade online, gratuita e sem inscrição prévia

19h 

Participantes: Leandro Lima, André Araujo, Fernando Silva e Silva

Assista:

https://www.youtube.com/live/48BZQATnljk?si=UcaqAZ8hNpqz0nHG

Nesta conversa com o artista Leandro Lima, falamos sobre como suas obras empregam diversas técnicas que confundem o orgânico e o inorgânico; presente, passado e futuro; o virtual e o material. Fernando Silva e Silva e André Araujo invocam os fantasmas, máquinas e bichos que circundam a obra de Lima para pensar os muitos desafios cosmopolíticos presentes nos encontros inesperados e impossíveis suscitados pelo artista. O que essas convergências podem nos revelar das distopias e utopias contidas em nosso presente? Como projetar no futuro aquilo que já desapareceu?

outubro

3 DE OUTUBRO

Performance Fantasma Boca

Local: Teatro Oficina Olga Reverbel (R. Riachuelo, 1089 – Centro Histórico, Porto Alegre)

Horário: 19h

Entrada gratuita. Reserva de ingressos pelo site do Theatro São Pedro.

Fantasma Boca é uma performance sonora e imersiva dos artistas Vivian Caccuri e Thiago Lanis. Utilizando apenas lábios, bocas e dentes, a dupla recria a paisagem sonora de uma floresta tropical: ruídos de aves, mamíferos e insetos, mas também do vento, das águas e de outros seres são reencenados a partir dos corpos dos performers. As sonoridades são gravadas, editadas e reproduzidas ao vivo, por meio de um sistema de som surround e loops, tecendo diversas camadas de uma cena noturna, que vai se transformando ao longo da performance.

https://su.art.br/projetos/fantasma-boca/

4 DE OUTUBRO A 30 DE NOVEMBRO

Instalação Onírica ()

Local: MARGS (Praça da Alfândega, s/n, Porto Alegre)
Abertura: 04/10, 10h30

Entrada franca

Uma obra audiovisual que explora a dimensão dos sonhos, interpretando através de linguagens sintéticas a capacidade criativa da mente humana durante o sono. Através do uso de algoritmos capazes de traduzir conteúdo textual em imagens, Onírica ( ) traz contos de visões noturnas de volta ao domínio do visível, propondo novas reflexões sobre a relação entre humano e máquina, entre ferramenta e criador. O Fuse* é um grupo multidisciplinar de artistas baseado em Bolonha, na Itália.

https://www.fuseworks.it/artwork/artwork-onirica

7 DE OUTUBRO

COSMOPOLÍTICAS: Cuidar do Pluriverso: a Persistência dos Mundos | Ciclos Formativos – APPH

Atividade online, gratuita e sem inscrição prévia

Horário: 17h

Participantes: Marisol de la Cadena, Alyne Costa, Fernando Silva e Silva

Assista:

https://www.youtube.com/live/Ywy1tW3w_HE?si=J821cSFpR7dNLuPZ

A antropóloga Marisol de la Cadena e a filósofa Alyne Costa são expoentes do debate contemporâneo sobre cosmopolíticas, o encontro entre mundos e os conflitos e alianças entre saberes diversos. Nesta conversa, mediada por Fernando Silva e Silva, falaremos sobre as origens e limites da ideia de cosmopolítica, e os conceitos de pluriverso e mundificação. Levaremos em consideração não apenas os encontros entre mundos indígenas e não indígenas, mas também os muitos lugares onde esses choques ontológicos podem ser percebidos em nosso dia a dia, seja nas sobreposições entre disciplinas científicas diversas, ou quando levamos em consideração modos de vida animais ou mesmo inorgânicos.

9 a 23 DE OUTUBRO

Residência artística Portos Conectados – Etapa Porto Alegre

Local: Instituto Remanso e cidade de Porto Alegre

Entrada franca

Segunda etapa do projeto com artistas brasileiros e britânicos em imersão criativa. Artistas residentes: Dongni Liang, Sophie Rogers, Henrique Fagundes, Trojany.

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9 DE OUTUBRO

Palestra com Anouk Focquier (Bélgica)

Cidades e Imaginação: uma conversa sobre a importância do fantástico para o homo urbanus

Local: Instituto Remanso (Porto Alegre)

Horário: 16h

Entrada franca 

Inspirando-se em As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino, esta palestra examina o papel indispensável da imaginação na negociação das realidades da vida urbana. Em uma era dominada por lógicas neoliberais pragmáticas e orientadas a resultados, o espaço para a especulação e o pensamento imaginativo é sistematicamente restringido, apesar de ser uma condição fundamental para a experimentação e a liberdade humana. Ao traçar como a arte e a imaginação historicamente informaram, e continuam a moldar, visões de futuros urbanos, a palestra defende a recuperação do fantástico como uma lente através da qual a cidade contemporânea pode ser reimaginada.

23 DE OUTUBRO a 30 DE NOVEMBRO

A Terceira Cidade

Exposição é resultado da residência artística internacional Portos Conectados

Local: Galeria Augusto Meyer – Casa de Cultura Mario Quintana, 3º andar (Rua dos Andradas, 736, Porto Alegre)

Abertura: 23/10, 19h

Programação:
18h: roda de conversa com os artistas, com tradução e intérprete de libras.
19h: abertura da exposição
Entrada franca

Mostra coletiva com obras desenvolvidas durante a residência em Porto Alegre e Liverpool. Artistas residentes: Dongni Liang, Sophie Rogers, Henrique Fagundes, Trojany.

Saiba mais aqui.

Acesse a audiodescrição das obras dos artistas:

Obra Henrique Fagundes https://youtube.com/shorts/Aamfm1cRz8Q?feature=share

Obra Dongni Liang https://youtube.com/shorts/Hf_9WU83Mvk?feature=share

Obra Trojany https://youtube.com/shorts/_6D_sSA2Fa4?feature=share

Obra Trojany (fotos) https://youtube.com/shorts/K94mVRTHfR0?feature=share

Obra Sophie Rogers https://youtube.com/shorts/32TwpIQ39Jk?feature=share

De 30 de outubro a 30 de novembro

Light Gleaner – Instalação de Daems Van Remoortere (Bélgica)

Local: Sala Radamés Gnattali – Casa de Cultura Mario Quintana, 4º andar (Rua dos Andradas, 736, Porto Alegre)

Abertura: 30/10, 19h

Entrada franca

Light Gleaner [Colecionador de Luz] é uma jornada audiovisual através das estações, ciclos e movimentos cósmicos. A instalação entrelaça memórias, vulnerabilidade ecológica e cenários futuros em uma exploração poética de nossa relação com a Terra. Pelos movimentos terrestres, recolhemos sementes — portadoras de vida — como uma promessa silenciosa (ou lembrança) para outro tempo e outro lugar. Em um mundo em transformação, colecionar torna-se um ato de cuidado, resistência e esperança.

Daems van Remoortere é uma dupla de artistas belgas formada por Lena Daems (Berlaar, 1988) e Frederik Van Remoortere (Antuérpia, 1986). Lena Daems estudou fotografia e Frederik van Remoortere cursou In Situ na Real Academia de Belas Artes de Antuérpia. A dupla desenvolve sua obra em duas direções: trabalhos visuais autônomos, por um lado, e instalações multimídia em espaços públicos, por outro. Suas criações são multidisciplinares e ultrapassam as fronteiras entre teatro, cinema e artes visuais. O duo incorpora diferentes disciplinas em suas obras, como matemática, astronomia e física. Em seu trabalho, abordam temas relacionados ao espaço e, mais especificamente, ao campo de tensão entre o espaço público e o ambiente íntimo de uma pessoa. Observam o comportamento humano em um universo a partir de uma perspectiva voyeurística. O público costuma ser envolvido em suas produções, tornando-se ator ativo e necessário na obra.

Saiba mais

https://daemsvanremoortere.be/about

Acesse a audiodescrição: https://youtu.be/kzg491gOIHE

NOVEMBRO

2 DE NOVEMBRO

INTERFERÊNCIAS: Sonhar imagens, narrar utopias | Ciclos Formativos – APPH

Atividade online, gratuita e sem inscrição prévia

19h

Participantes: Léo Tietboehl, Filippo Aldovini do Coletivo FUSE 

Assista: https://youtu.be/ZWu0jpi59ys?si=TbQOUyRph3BstPws

Interferências aborda relações, ressonâncias e movimentos que se produzem nos intervalos entre sonhos, ficção e realidade, cujos rastros só se mostram às percepções atentas. Tomando o sonho como material, nosso percurso prevê um itinerário que atravessa oceanos, fronteiras e vias interplanetárias para imaginar mundos possíveis e impossíveis. Além disso, em diálogo com as atividades de intercâmbio da Residência Artística “Portos Conectados: Construindo Mundos Digitais e Encontros em Porto Alegre e Liverpool”, refletimos sobre como os mundos digitais interferem e são interferidos em nossos mundos materiais.

As formulações freudianas sobre os processos oníricos representam uma retomada dos modos modernos quando reinventam as maneiras de os interpretar e, principalmente, de entender os usos dessas interpretações para a vida cotidiana. Freud, apesar de vincular a maior parte de suas colocações sobre o sonho a um âmbito mais individual, não tinha uma intenção explícita de limitar – deliberadamente, ao menos – suas repercussões apenas a essa dimensão. 

O esforço de enfatizar a dimensão mais coletiva das produções oníricas (ao menos no que se explica sobre a origem de suas narrativas) se mostra mais nas continuidades da sua escola. Ainda assim, parece que o interesse nas implicações políticas dos sonhos, que considera não apenas suas origens, mas também as suas consequências coletivas – isto é, o que estes podem engendrar para uma comunidade, inclusive no sentido de uma invenção de mundos possíveis –, não é algo tão evidente nas formulações psicanalíticas. 

Nesta roda de conversa, contamos com a participação do Coletivo FUSE para, olhando para o que provoca sua Instalação ONIRICA, pensar sobre as utopias comuns que o sonhar pode produzir.

3 DE NOVEMBRO

INTERFERÊNCIAS: Habitar mundos virtuais e materiais | Ciclos Formativos – APPH

Atividade online, gratuita e sem inscrição prévia

Participantes: Fernando Silva e Silva, Luísa Muccillo, Gabriel Cevallos, Henrique Fagundes e Trojany

Assista: https://www.youtube.com/live/zkBp6PkX1tY?si=xCxEKhcVw6E7SUv1

Nesta conversa, o GPEP dialoga com a organização e artistas da Residência Artística Portos Conectados para compreender os mundos criados na investigação artística e conceitual da Residência. Mesclando questionamentos sobre os entrecruzamentos entre o digital e o físico, a Residência nos estimula a pensar sobre a matéria de que esses mundos são feitos. O digital possui uma complexa materialidade que o sustenta – cabos, antenas, servidores, data centers, satélites – ao mesmo tempo em que a nossa vida cotidiana é constantemente afetada pelo que circula no ambiente virtual.

5 DE NOVEMBRO

RECONCILIAÇÕES: A Promessa dos monstros: das toxidades que nos habitam | Ciclos Formativos – APPH

Atividade online, gratuita e sem inscrição prévia

19h

Convidados: Lino Arruda e Sofia Favero

Mediação: Emília Braz e Luísa Muccillo

Assista: https://drive.google.com/drive/folders/1Zl6Sm6TQal2EB181csE-uByLWKqxQ4IO?usp=sharing

No terceiro e último ciclo, pensamos sobre as possibilidades de reconciliação com legados, matérias e paisagens tóxicas que têm efeitos ambíguos e muitas vezes inesperados. Com os modos de vida modernos, se proliferaram áreas de contaminação onde substâncias químicas afetam as delicadas relações entre planeta terra e seus habitantes. Observando paisagens contaminadas, nos perguntamos quais são, e se realmente há, limites entre ambiente e organismo, puro e impuro, interno e externo. Da poluição nas águas ao microplástico em nossos corpos, precisamos reconsiderar as promessas de futuros limpos. 

Convidados: Lino Arruda e Sofia Favero

Nesta conversa, refletimos sobre as im/possibilidades conceituais, teóricas, epistemológicas e práticas da noção de monstruosidade. Trata-se de uma categoria ambígua: por um lado, sua história revela as práticas hierarquizantes e desumanizadoras, por outro, ela remete aos emaranhamentos indispensáveis para todas as formas vida. 

A partir deste ponto, nos perguntamos: quais as promessas monstruosas das toxicidades que nos habitam? Ao nos remetermos à toxicidade, pensamos ela literal, com o objetivo de pensar a realidade material na qual vivemos, e metaforicamente, em relação às concepções de mundo tóxicas que autorizam práticas de violência e desumanização. Na intersecção entre estudos trans, arte, ciência e fabulação, essa conversa investiga possíveis respostas ao presente contexto, sem contudo reinserir lógicas puristas em nossas práticas artísticas, acadêmicas e políticas.

10 DE NOVEMBRO

RECONCILIAÇÕES: Ecologias Híbridas: Legados e futuros em paisagens tóxicas  | Ciclos Formativos – APPH

Atividade online, gratuita e sem inscrição prévia

Convidados: Dongni Liang, Sophie Rogers, Lena Daems e Frederick (Daems Van Remoortere)

Mediação: Emília Braz e Luísa Muccillo

Assista: https://drive.google.com/drive/folders/1izLuNmgIUDH45HLmZDp5rwkx3lAljlYL?usp=sharing

“Reconciliações”, convida-nos a refletir sobre as possibilidades de reconciliação com legados, materiais e paisagens tóxicas e seus efeitos ambíguos e inesperados, com ênfase na proliferação de substâncias químicas que afetam as relações entre o planeta Terra e seus habitantes. Com base na noção de paisagens contaminadas, a discussão abordará quais são — ou se de fato existem — os limites entre ambiente e organismo, puro e impuro, interno e externo. Queremos investigar como dispositivos artísticos podem intervir nas percepções estéticas e sensoriais dessas paisagens.

11 DE NOVEMBRO

RECONCILIAÇÕES: O que significa reconciliar? – AO VIVO | Ciclos Formativos – APPH

Convidados: André Araujo, Ana Letícia Meira Schweig, Emília Braz, Fernando Silva e Silva, Júlia Gonçalves, Léo Tietboehl, Luísa Muccillo

Assista: https://www.youtube.com/watch?v=51JuJXodky0&list=PLCWrMOKXzGt-ltTJyQQMddSiHdAPR_Qp2

Encerrando o percurso dos Ciclos Formativos, esta mesa propõe um gesto reflexivo e especulativo sobre o próprio sentido de “reconciliar”. Ao longo das atividades, transitamos entre cosmopolíticas, interferências e toxicidades, explorando as porosidades entre ciência, arte e política, bem como as múltiplas formas de perceber e compor relações cada vez mais complexas e implicadas.

Neste encontro final, os membros do GPEP se reúnem para pensar as possibilidades de reconciliação que emergem do desafio de habitar paisagens contaminadas, reconhecendo os legados materiais e simbólicos dessa convivência. Pensar em práticas de reconciliação, aqui, não significa recorrer ao saudosismo de uma natureza intocada ou a um ideal de harmonia perdida, mas sim acolher as ambiguidades, contradições e impurezas que nos constituem e atravessam.

Reconciliar, portanto, é um exercício político e sensível de convivência com aquilo que é irredutivelmente múltiplo — um gesto de cuidado que reconhece nas ruínas e nas contaminações não apenas sintomas de crise, mas também possibilidades de continuação e fabricação de futuros compartilhados.

14 DE NOVEMBRO

Um Outro Filme de BR

Local: Instituto Ling (Rua João Caetano, 440, Porto Alegre)

Horário: 20h

Entrada franca

Um Outro Filme de BR se caracteriza como uma performance audiovisual inédita que integra a programação da 10a Edição do Festival Kino Beat. A performance tem como base a reutilização de imagens e recortes do material sonoro e visual utilizados na produção do documentário Um Filme de BR, dirigido e concebido por Wender Zanon. A proposta performática desenvolvida pelos artistas Fabiano Gummo e Marcelo Armani tem como objetivo praticar intervenções com a edição e o emprego de efeitos digitais e analógicos sobre o material original disponibilizado por Zanon.

Acesse a audiodescrição

https://youtube.com/shorts/Zt_8dzsYDQE?feature=share

 

15, 16 e 18 de novembro

Mostra Cine Esquema Novo e Kino Beat: Mundificação

Local: Cinemateca Capitólio (Rua Demétrio Ribeiro, 1085, Porto Alegre)

Entrada franca

15/11 – 19h
  • Futuro Futuro (Davi Pretto) – 2025 – 1h35
16/11 – 15h e 18/11 – 17h
  • Cavaram uma cova no meu coração (Ulisses Arthur) – 2024 – 23min50s
  • Quando meu mundo era mais mundo (Frederico Benevides e Déborah Danowski) – 2025 – 36min
  • A Menina e o Pote (Valentina Homem e Tati Bond) – 2024 – 12min18s
16/11 – 17h e 18/11 – 15h
  • RAPACIDADE (Julia De Simone e Ricardo Pretti) – 2023 – 45min
  • PX Origens (Adalberto Oliveira) – 2025 – 22min36s
16/11 – 19h
  • Ouvidor (Matias Borgström) – 2023 – 1h14min34s
18/11 – 19h
  • Cidade Pássaro (Matias Mariani) – 2020 – 1h53min55s

Na Galeria da Cinemateca Capitólio

15, 16 e 18/11 – das 14h às 19h

From The Main Square (Da Praça Central) (Pedro Harres) – 2022 – 23min

SAIBA MAIS SOBRE A MOSTRA:

https://kinobeat.com/mostra-de-filmes-br-uk_/

DE 14 DE NOVEMBRO A 14 DE DEZEMBRO

Feraluz: Instalação na fachada do Instituto Ling – Leandro Lima

Local: Instituto Ling (Rua João Caetano, 440, Porto Alegre)

Abertura: 14/11, 20h
Entrada franca

A instalação “Feraluz”, de Leandro Lima, transforma a fachada do Instituto Ling em um território de passagem entre arquitetura e natureza. As janelas, em sua transparência, deixam-se habitar por um jardim que se expande em texturas e sombras, onde o ornamental se converte em selvagem e envolve o edifício como uma pele viva.

A mata redesenha o rigor geométrico da construção, contrapondo sua matemática precisa ao emaranhado orgânico do acaso. Criaturas invisíveis — aquelas que escavam túneis e redes subterrâneas — tornam-se presença sugerida, revelando uma paisagem que normalmente escapa ao olhar, mas que sustenta o equilíbrio do todo.

Nesse jogo de dentro e fora, luz e sombra, a arquitetura é reconfigurada. As imagens projetadas pelas plantas distorcem, recortam e colorem os espaços, acompanhando o movimento do sol durante o dia ou se reinventando com projeções artificiais ao cair da noite. Como se cada fragmento luminoso fosse uma linha de energia que escreve, continuamente, uma nova forma de habitar o espaço.

Site do artista: https://aagua.net/

Acesse a audiodescrição

https://www.youtube.com/shorts/Zt_8dzsYDQE

15, 16 e 18 de novembro

Mostra Cine Esquema Novo e Kino Beat: Mundificação

Local: Cinemateca Capitólio (Rua Demétrio Ribeiro, 1085, Porto Alegre)

Entrada franca

Sábado 15/11

19h – sessão especial de abertura 

Domingo 16/11

Sessões às 15h, 17h e 19h

Terça 18/11

Sessões às 15h, 17h e 19h (sessão especial de encerramento)

Fruto de uma parceria entre Cine Esquema Novo e Kino Beat, a Mostra CEN + Kino Beat: Mundificação, é parte integrante do projeto – Portos Conectados: Construindo Mundos Digitais e Encontros em Porto Alegre e Liverpool – composta também por uma residência artística e uma publicação online.

O projeto parte de uma reflexão inicial sobre o que pode ser identificado como a principal afinidade entre Porto Alegre e Liverpool: sua condição portuária. Ainda que os portos hoje não tenham a mesma centralidade de outrora, as cidades se projetaram para o mundo, cada uma à sua maneira, e com implicações urbanas, sociais e ecológicas profundas, através desses espaços. paços, acompanhando o movimento do sol durante o dia ou se reinventando com projeções artificiais ao cair da noite. Como se cada fragmento luminoso fosse uma linha de energia que escreve, continuamente, uma nova forma de habitar o espaço.

22 de novembro

Kino Club – Festa de Encerramento do 10º Festival Kino Beat

Local: Clube do Comércio (Rua dos Andradas, 1085 – Centro Histórico, Porto Alegre)

Horário: Das 20h às 4h

Palco Petrobras: KOKOKO! (Congo), Omoloko e Kabulom (Mathosa DJs), Loua Pacôm Oulai e Felipe Merker Castellani, Tom Nudes.

Salão Cristal: Batida de Fruta (Pedro Cassel e Viridiana), Betamaxers (Bel Medula e Luciano Zanatta), Jeff Pulz, Raquel Krügel, Roger Canal.

Entrada gratuita – garanta seu ingresso pelo Sympla

Importante: Cada pessoa poderá retirar um ingresso gratuito. A abertura da casa será às 20h, e os ingressos antecipados serão válidos até às 21h. Após esse horário, a entrada estará sujeita à capacidade do Clube do Comércio. A medida visa garantir conforto e segurança ao público, considerando o grande interesse pela programação de encerramento do festival.

Inscrições

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