Programação
02/09
Rádio Agulha
REA

Artista suíça nascida em Biel/Bienne, atua entre música, arte sonora, performance e imagem em movimento. Também vocalista e guitarrista do grupo Omni Selassi, desenvolve seu trabalho solo, explorando a voz como instrumento de escuta do mundo.
Entre gravações de campo, eletrônica, escrita e improvisação, sua prática transforma fenômenos naturais e experiências cotidianas em paisagens sensoriais, investigando as relações entre corpo, ambiente e tecnologia.
A vinda da artista é uma parceria com o festival CHIII com o apoio da Pro Helvetia - Swiss Arts Council
Swiswii

fOTOS DA NOITE
Produtora musical, cantora e ilustradora de Porto Alegre, sua prática transita entre música, imagem, animação e poesia, explorando contrastes como o doce e o amargo, o limpo e o tóxico. Com uma discografia marcada pela experimentação e pela ruptura de gêneros, lançou em 2026 um EP colaborativo com o artista japonês 10,10,10, participou da NTS Live e apresentou seu segundo álbum, interestadual resynpop. No segundo semestre de 2026, consolida a label Suryah Suberg, dedicada à música experimental e à direção criativa de novos artistas.
10/10 - 19h
Bronze
Novíssimo Edgar
Radiofrequência - Laboratório estético de som e transcomunicação
Duas performances dedicadas à experimentação sonora, que se relacionam através da obsolescência tecnológica, da improvisação e do uso de instrumentos não convencionais.
Através da manipulação de dispositivos que utilizam radiofrequência e reprodutores sonoros, Edgar propõe uma performance em que a interferência e o improviso dominam a cena. Ao usar aparelhos de rádio FM, walkie-talkie, tocadores de fita, vinil e outras fontes de som como instrumentos musicais não convencionais, o artista investiga frequências, ruídos e sons que, ao mesmo tempo, compõem a base de um concerto experimental de música concreta e especulam possíveis vias de comunicação além da vida e do plano terrestre.
Guiado inicialmente pela aleatoriedade das trocas de estações de rádio e pelas interferências causadas por antenas, frequências e campos magnéticos, Edgar também utiliza gravações originais de Hilda Hilst captadas durante suas sessões de “transcomunicação instrumental”, técnica utilizada pela poeta na tentativa de estabelecer contato com os mortos através do rádio.
Ao acumular distintas camadas de sons pré-gravados e transmissões de rádio em tempo real, a performance direciona o ouvinte para uma zona instável que oscila entre acaso e a intenção. Nesse território analógico e espectral, Edgar transforma os próprios dispositivos de comunicação e reprodução em instrumentos de composição, construindo uma paisagem sonora em permanente estado de incerteza.
A performance não busca comprovar a existência e nem estabelecer uma comunicação com o além, mas explorar como um dos fio narrativos do trabalho a curiosa “transcomunicação instrumental”, e o desejo humano de encontrar mensagens e memórias onde talvez exista apenas ruído.
Novíssimo Edgar

Sonora II
Artista visual, músico, poeta e performer, cuja produção transita entre objetos, instalações, pinturas, desenhos, figurinos e ações performáticas. Sua pesquisa parte do corpo como território expandido e articula matéria, memória, presença e ritualidade, combinando materiais ancestrais e tecnológicos em construções que oscilam entre o bruto e o sensível.
Influenciado por culturas periféricas, espiritualidade, futurismo indígena e diáspora negra, Edgar cria universos visuais que tensionam narrativas, temporalidades e formas de representação. Entre suas exposições estão Arqueologias de Si (A Gentil Carioca, 2024), A Invenção do Espelho (A Gentil Carioca, 2023) e Nakoada: estratégias para a arte moderna (MAM Rio, 2022). Suas obras integram as coleções do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e do Museu de Arte do Rio.
Após uma primeira edição no MARGS em outubro de 2025, a performance SONORA II retorna para um novo desdobramento. Um ano depois, Leo Caobelli e Carlos Ferreira se juntam para aprofundar suas experimentações em torno da memória digital, da obsolescência tecnológica e do reaproveitamento artístico de resíduos urbanos.
O projeto é um mergulho imersivo na poética da falha, do erro e do glitch. A partir da desmontagem e manipulação física de lixo eletrônico os artistas captam o que restou de vida nesses objetos descartados, ampliando suas possibilidades. Monitores Led quebrados, a estática das TVs de tubo, rádios antigos, teclados e hardwares obsoletos são ressignificados e transformados em instrumentos.
Através da microfonação de circuitos esquecidos e do processamento por pedais e efeitos, a dupla extrai e sobrepõe ruídos de sinal, frequências e estáticas. O resultado é uma densa paisagem sonora construída a partir de falhas tecnológicas, criando ecos fantasmagóricos daquilo que a sociedade rotula como inútil, agora elevado à vibração estética e sensorial.
Leo Caobelli

Leo Caobelli é artista visual e desenvolve uma prática que articula fotografia, vídeo e instalação em torno de temas como memória, digitalidade, obsolescência, erro e descarte. Sua produção investiga as relações entre memória individual e coletiva e os modos como imagens e tecnologias são constantemente substituídos. Graduado em Jornalismo, pós-graduado em Fotografia, mestre e doutor em Poéticas Visuais pelo Instituto de Artes da UFRGS, foi repórter fotográfico da Folha de S. Paulo e integrou o coletivo Garapa. Vencedor de prêmios como Marc Ferrez, Prêmio Brasil Fotografia e Bolsa ZUM, realizou exposições no Brasil e no exterior e possui obras em coleções como MASP, MAM-SP e MON Curitiba.
Carlos Ferreira
Carlos Ferreira é guitarrista experimental e compositor brasileiro, natural de Porto Alegre. Sua prática investiga a escuta como gesto poético e político, criando paisagens sonoras a partir de guitarra processada, gravações de campo e texturas eletrônicas. Seu trabalho transita entre ambient, minimalismo, experimentação eletroacústica e composição contemporânea, explorando relações entre som, espaço, tempo e memória. Como compositor para cinema, assina as trilhas dos filmes Continente (2024) e Futuro Futuro (2025), ambos dirigidos por Davi Pretto. Lançou trabalhos por selos internacionais e realizou performances e apresentações em rádios como Dublab, além de integrar a programação do festival Fantaspoa.
23/10 a 29/11 - abertura 18h
Museu de Arte Contemporânea do RS | Galeria Augusto Meyer | CCMQ
Exposição
La Movida Digital:
Arte digital espanhola na coleção zardoz.club
06,07 e 08/11 - 19h
Cinemateca Capitólio
Björk: Cornucopia

Pela primeira vez nos cinemas da cidade, Björk: Cornucopia traz para a grande tela a espetacular turnê que levou a artista islandesa aos palcos do mundo durante cinco anos.
Gravado ao vivo, o filme-concerto transporta para o cinema a experiência visual e sonora de Cornucopia, reunindo músicas de diferentes momentos da carreira de Björk.
Com uma produção de palco monumental, instrumentos especialmente criados para o espetáculo, animações digitais, realidade virtual e áudio espacial, o filme transforma o cinema em uma extensão do universo imersivo da artista.
O espetáculo Cornucopia foi concebido por Björk e dirigido cenicamente pela cineasta argentina Lucrecia Martel, uma experiência audiovisual eco-utópica que aproxima a grandiosidade do teatro e a potência da música ao vivo.











