Criada em Porto Alegre em 2009, a marca Kino Beat nasceu como uma mostra de filmes relacionados à música. Ao longo de seus 17 anos de trajetória, transformou-se continuamente, expandindo seus campos de atuação, seus formatos e seus espaços de realização. Da Mostra Kino Beat ao Kino Beat ao Vivo, das experiências de cinema expandido, música e performance à consolidação como festival anual, sua história é marcada pela experimentação e por distintas relações entre linguagens, artistas e públicos.

Em 2014, o Kino Beat consolidou-se como festival e, nos anos seguintes, incorporou progressivamente exposições, residências, oficinas, seminários, projetos comissionados e outras formas de produção e circulação artística. A partir de 2018, sua programação passou a se estender por períodos mais longos e a ocupar diferentes espaços da cidade, ampliando também o diálogo entre música, audiovisual, artes visuais, performance, tecnologias e pensamento crítico.

Essa trajetória levou o Kino Beat a ultrapassar a ideia de um festival centrado em uma única linguagem. Hoje, posiciona-se como um festival de arte contemporânea, multidisciplinar e indisciplinado, interessado na produção artística de seu tempo e nas possibilidades de encontro entre diferentes práticas, perspectivas e formas de conhecimento. Seu próprio nome permanece como princípio de orientação: KINO — imagem, movimento; BEAT — ritmo, som. A partir desses dois eixos, a programação se desenvolve livremente entre exposições, instalações, performances, shows, festas, exibições, e outras formas de criação e difusão.

Mais do que um evento concentrado em poucos dias, o Kino Beat atualmente se constitui como uma plataforma de produção, circulação e encontro, que se espalha no tempo e no espaço. Ao longo de sua história, realizou mais de 400 dias de programação, reuniu mais de 350 artistas de dez países e alcançou mais de 200 mil pessoas, majoritariamente em atividades gratuitas. Sua trajetória também é construída através de uma rede de parcerias com instituições culturais, marcas, artistas e representações nacionais e internacionais.

Em atual 11ª edição, em 2026, parte desse legado sem tomá-lo como modelo a ser repetido. O festival continua em movimento, reafirmando seu caráter independente e sua vocação para a experimentação, ao mesmo tempo em que amplia as possibilidades de colaboração e presença na cidade e em outros territórios.