KINO
BEAT
Imagem, movimento.
Ritmo, som.
Porto Alegre · setembro a dezembro de 2026
Antuérpia · janeiro de 2027

Imagem e ritmo desde 2009
Sobre

Criada em Porto Alegre em 2009, a marca Kino Beat nasceu como uma mostra de filmes relacionados à música. Ao longo de seus 17 anos de trajetória, transformou-se continuamente, expandindo seus campos de atuação, seus formatos e seus espaços de realização. Da Mostra Kino Beat ao Kino Beat ao Vivo, das experiências de cinema expandido, música e performance à consolidação como festival anual, sua história é marcada pela experimentação e por distintas relações entre linguagens, artistas e públicos.
Em 2014, o Kino Beat consolidou-se como festival e, nos anos seguintes, incorporou progressivamente exposições, residências, oficinas, seminários, projetos comissionados e outras formas de produção e circulação artística. A partir de 2018, sua programação passou a se estender por períodos mais longos e a ocupar diferentes espaços da cidade, ampliando também o diálogo entre música, audiovisual, artes visuais, performance, tecnologias e pensamento crítico.
Conheça a trajetória do festival
Essa trajetória levou o Kino Beat a ultrapassar a ideia de um festival centrado em uma única linguagem. Hoje, posiciona-se como um festival de arte contemporânea, multidisciplinar e indisciplinado, interessado na produção artística de seu tempo e nas possibilidades de encontro entre diferentes práticas, perspectivas e formas de conhecimento. Seu próprio nome permanece como princípio de orientação: KINO — imagem, movimento; BEAT — ritmo, som. A partir desses dois eixos, a programação se desenvolve livremente entre exposições, instalações, performances, shows, festas, exibições, e outras formas de criação e difusão.
Mais do que um evento concentrado em poucos dias, o Kino Beat atualmente se constitui como uma plataforma de produção, circulação e encontro, que se espalha no tempo e no espaço. Ao longo de sua história, realizou mais de 400 dias de programação, reuniu mais de 350 artistas de dez países e alcançou mais de 200 mil pessoas, majoritariamente em atividades gratuitas. Sua trajetória também é construída através de uma rede de parcerias com instituições culturais, marcas, artistas e representações nacionais e internacionais.
Em sua atual 11ª edição, em 2026, parte desse legado sem tomá-lo como modelo a ser repetido. O festival continua em movimento, reafirmando seu caráter independente e sua vocação para a experimentação, ao mesmo tempo em que amplia as possibilidades de colaboração, circulação e presença na cidade e em outros territórios.
Texto curatorial
11ª edição
2026
A 11ª edição do Festival Kino Beat dá continuidade a um formato realizado em edições passadas, que se aproxima mais de uma programação continuada do que de um festival convencional, concentrado em poucos dias. Com uma estrutura fragmentada, de setembro a dezembro, ocupará diferentes espaços da cidade, com exposições, apresentações musicais, performances e exibições de filmes.
Para além de ancorar sua programação em um tema estático, o festival propõe atividades que contemplam diferentes linguagens artísticas e propostas, que derivam e se aproximam pela ampla relação que o próprio nome do festival estabelece: KINO (imagem, movimento) e BEAT (ritmo, som). A partir desses dois grandes eixos, ações em diferentes formatos e suportes se estabelecem para provocar encantamento, estranhamento, surpresa, reflexão e outras sensações, estados e experiências disparadas pelos trabalhos artísticos.
Leia o texto curatorial completo
A configuração do Kino Beat, espalhado no tempo e no espaço, indica um caminho para percebê-lo enquanto uma plataforma, não apenas um festival, mas uma instituição, ao mesmo tempo efêmera e longeva. Circulando por um território expandido da arte e da cultura contemporânea, o Kino Beat ocupa uma posição singular e em movimento na cidade, atravessando campos e sistemas com projetos em arte sonora, performance, artes visuais e digitais, música eletrônica, experimental e global, entre outras possibilidades.
A 11ª edição celebra a continuidade de sua trajetória e reafirma seu espírito independente, construído ao longo de dezessete anos. Por meio de parcerias locais, arranjos de produção e apoios nacionais e internacionais, o Kino Beat segue com sua missão de experimentar e inovar, movimentando uma rede construída ao longo de sua história e que permanece em constante formação.
Gabriel Cevallos
Curador do Festival Kino Beat
Programação
Setembro — dezembro / 2026
REA + Swiswii
Artistas e apresentação
REA
Artista suíça nascida em Biel/Bienne, atua entre música, arte sonora, performance e imagem em movimento. Também vocalista e guitarrista do grupo Omni Selassi, desenvolve seu trabalho solo, explorando a voz como instrumento de escuta do mundo.
Entre gravações de campo, eletrônica, escrita e improvisação, sua prática transforma fenômenos naturais e experiências cotidianas em paisagens sensoriais, investigando as relações entre corpo, ambiente e tecnologia.
A vinda da artista é uma parceria com o festival CHIII com o apoio da Pro Helvetia - Swiss Arts Council.
Swiswii
Produtora musical, cantora e ilustradora de Porto Alegre, sua prática transita entre música, imagem, animação e poesia, explorando contrastes como o doce e o amargo, o limpo e o tóxico. Com uma discografia marcada pela experimentação e pela ruptura de gêneros, lançou em 2026 um EP colaborativo com o artista japonês 10,10,10, participou da NTS Live e apresentou seu segundo álbum, interestadual resynpop. No segundo semestre de 2026, consolida a label Suryah Suberg, dedicada à música experimental e à direção criativa de novos artistas.
Novíssimo Edgar
O artista apresenta uma performance inédita no festival. Mais informações em breve.
Sobre o artista
Artista visual, músico, poeta e performer, cuja produção transita entre objetos, instalações, pinturas, desenhos, figurinos e ações performáticas. Sua pesquisa parte do corpo como território expandido e articula matéria, memória, presença e ritualidade, combinando materiais ancestrais e tecnológicos em construções que oscilam entre o bruto e o sensível.
Influenciado por culturas periféricas, espiritualidade, futurismo indígena e diáspora negra, Edgar cria universos visuais que tensionam narrativas, temporalidades e formas de representação. Entre suas exposições estão Arqueologias de Si (A Gentil Carioca, 2024), A Invenção do Espelho (A Gentil Carioca, 2023) e Nakoada: estratégias para a arte moderna (MAM Rio, 2022). Suas obras integram as coleções do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e do Museu de Arte do Rio.
— 29/11Outubro a novembro
A nova arte
digital espanhola
Exposição
Mais informações em breve.e 08/11Novembro · 2026
Björk: Cornucopia
Björk: Cornucopia é o filme-concerto da aclamada turnê da artista islandesa, filmado ao vivo em Lisboa após uma temporada de cinco anos que percorreu o mundo.
Dirigido por Ísold Uggadóttir, o filme transporta para o cinema a experiência visual e sonora de Cornucopia, reunindo músicas de diferentes momentos da carreira de Björk, com destaque para Utopia (2017) e Fossora (2023). A produção combina cenografia, instrumentos especialmente criados, animações digitais e imagens imersivas, acompanhadas por som espacial Dolby Atmos.
Uma experiência audiovisual que expande os limites entre concerto, cinema, performance e artes visuais.
No Kino Beat, será a segunda exibição no Brasil em uma sala de cinema fora de São Paulo.
Ingressos à venda em breve.Mais programações serão anunciadas ↗
Edições
anteriores
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