SHOWS E PERFORMANCES



Terça 13/11 • Teatro do Sesc ─ 20:00


TEMPEST (FRANÇA) com Antoine Schmitt e Franck Vigroux ● O universo logo após a grande explosão (Big Bang), era completamente disforme, cheio de matéria e energia. Dali brotou irregularidades, que se tornaram átomos, sóis e planetas. Dentro da sopa primitiva da Terra, moléculas indistintas começaram a agrupar bactérias, e se tornarem vida, animais, seres humanos. Tempest recria o som e fúria desse turbilhão original. image

A performance audiovisual Tempest associa os instrumentos analógicos de Franck Vigroux com os algoritmos visuais de Antoine Schmitt, para criar um verdadeiro sistema-universo de puro caos, que pode ser visto nos movimentos de milhões de partículas e pode ser ouvido através do rugido de ar. Ao manipular as forças internas desse caos, os artistas dão à luz formas audiovisuais que se desenvolvem no tempo, com mais ou menos estabilidade, mais ou menos evidências.
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A Apresentação Tempest está sendo realizada em parceria com a Aliança Francesa de Porto Alegre e Institut Français, e conta com o patrocínio da TIMAC Agro e financiamento da Lei de Incentivo à Cultura - Ministério da Cultura - Governo Federal.

Distribuição de senhas a partir das 19h na bilheteria do local.



Sábado 17/11 • Vila Flores  ─ 14:00 – 20:00


TURMALINA APRESENTA: MÚSICA PRETA com participação de Telefounksoul (BA), Miuccia (SP) SackSom (POA) e DJs Turmalina ● O coletivo Turmalina de Porto Alegre trabalha com expressões artísticas no campo visual e sonoro, propostos pela ótica das populações negras. Nesta atividade que se insere dentro da semana da consciência negra, reforça a potência e criatividade da música feita por artistas negros.
Compreendendo culturas de raízes africanas em geral como ferramenta de afirmação da identidade de um povo, aqui, coloca-se em evidência a musicalidade enquanto mecanismo de resistência social, como resposta a marginalização, apropriação e apagamento de uma história. Os artistas selecionados irão traçar uma linha do tempo da música negra dançante, partindo dos pilares, funk, disco e soul, até chegar nos gêneros modernos, como house e techno, criados a partir e influenciados pelos cânones.  Além do gêneros mais conhecidos, fusões inusitadas de música eletrônica global, samba-reggae, afrobeat, pagode baiano, kuduro, entre outros ritmos serão aglomerados e processado via “Bahia Bass”.
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A programação do dia também conta com a palestra Narrativas da Música Negra Através dos Tempos, com Nina Fola (socióloga e musicista) e Bernardo Oliveira (crítico musical, professor pela UFRJ). O diálogo busca traçar percursos da musicalidade afrodiaspórica e suas formas de interpretação e apropriação, sugerindo uma reflexão das origens e ancestralidade até a contemporaneidade, passando por fatores históricos fundamentais.
O DJ Baiano Telefunksoul vai ministrar uma oficina de discotecagem.


17/11 – 14h • Vila Flores ─ Oficina de discotecagem com Telefunksoul (BA)
17/11 – 15h • Vila Flores ─ Palestra Narrativas da Música Negra Através dos Tempos


Nina Fola
Mãe, mulher de terreiro, ativista de direitos humanos, cantora e percussionista, socióloga e mestranda em Sociologia no PPGS/UFRGS. Atua há mais de 25 anos com cultura afrobrasileira como instrumento de luta antirracista. Idealizadora e coordenadora do Coletivo e Grupo de Estudos sobre o pensamento de mulheres negras Atinúké e colaboradora da OSCIP Africanamente.

Bernardo Oliveira
Professor adjunto da Faculdade de Educação da UFRJ, pesquisador, crítico de música e cinema e produtor. Como crítico de música e ensaísta, colaborou com diversos jornais, blogs, revistas e festivais no Brasil e no exterior (Folha de São Paulo, Blog do IMS, FACT Magazine, O Globo, Revista Cinética, Contracampo, Filme Cultura, entre outras). Participou de festivais e eventos de música e cinema como curador e produtor (Semana dos Realizadores, Festival Novas Frequências, Festival Visões Periféricas, Bienal de Arte Digital, Shape Platform, Multiplicidade, entre outros). Desenvolve projeto de pesquisa sobre o filósofo francês Gilbert Simondon (“Gilbert Simondon, precursores e derivações: O problema da educação e da "cultura técnica" na sociedade metaestável"). Coordena os cursos de extensão “Arte e Devir, Arte do Devir” (2016 e 2017) e “Conte Uma História” (2018), ambos relacionados às conexões entre arte e educação. Participa como colaborador do GEM — Grupo de Educação Multimídia (Letras/UFRJ), do LISE — Laboratório do Imaginário Social e Educação (Educação/UFRJ). Produtor e curador do evento de música experimental Quintavant e do selo QTV↗ , já produziu discos de Negro Leo, Bemônio, Vermes do Limbo, entre outros. Co-produziu os filmes "Noite" e "Sutis Interferências", de Paula Maria Gáitan e “UN”, de Sérgio Mekler. Realizou a investigação musical do último filme de Lucrecia Martel, “Zama” (2017). Publicou em dezembro de 2014 o livro "Tom Zé — Estudando o Samba" (Editora Cobogó).



Sexta 23/11  • Teatro do Sesc ─ 20:00 


TUDO NASCE DE UMA FERIDA ÍNTIMA ● O Kino Beat tem o histórico de incentivo à criação e desenvolvimento de shows e espetáculos inéditos para compor a sua programação. Para esta edição o espetáculo ‘Tudo nasce de uma ferida íntima’, foi desenvolvido de forma colaborativa e horizontal por Mirna Spritzer, Isabel Nogueira e Gabriel Cevallos. Participação especial de Thais Fernandes com o curta-metragem “Um corpo feminino” e desenho de luz de Mirella Brandi.
Sons, poesia de sons e música. Música de palavras e gestos. Remix de ser muitas mulheres. Universo de sensações. Dor e prazer. Som e fúria. Fragmentos de entrevistas, depoimentos, poesia e escritas pessoais. Tudo nasce de uma ferida íntima. Cinema e luz projetando corpos femininos. Duas mulheres em cena. Outras tantas nas vozes e imagens. Um quebra-cabeças em loop. Em cena, o sentimento, o ruído, a celebração de ser agora.

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Ficha Técnica
Criação e dramaturgia: Gabriel Cevallos, Isabel Nogueira e Mirna Spritzer.
Textos: Angélica Freitas, Cássia Pinto, Daniela Delias, Eliane Brum, Isabel Nogueira, Mirna Spritzer, Sophia de Mello Breyner Andresen, Wislawa Symborska e Xoxota de Pelotas.  Entrevistas de Angélica Lidell e Debora Noal.
Desenho de som e composições: Isabel Nogueira
Desenho de luz:  Mirella Brandi Fragmentos do curta-metragem “Um corpo feminino” de Thais Fernandes
Duração: 45 minutos



Distribuição de senhas a partir das 19:00 na bilheteria do local