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Narrativas do Tambor



O legado do tambor africano na música latino-americana em um percurso não linear. Artistas que atualizam heranças negras ao cruzarem a organicidade ancestral de instrumentos de percussão, com as tecnologias digitais e eletrônicas contemporâneas.

Do tambor negro Sul Rio- Grandense Sopapo, com Richard Serraria e Tuti Rodrigues, ao Candombe uruguaio com o grupo F5 e Lechuga Zafiro, passando por dezenas de influências percussivas com a DJ TataOgan, até chegar no tamborzão empoderado do funk e dos beats das periferias do Sul global com Linn da Quebrada. O tambor como instrumento pedagógico.

15h - Palestra: As narrativas do Tambor como práticas decoloniais com Liliam Ramos e Richard Serraria. (POA)


O desafio crescente de se (re)pensar a educação oportuniza o ingresso de novas epistemologias em espaços tradicionalmente conservadores como é o caso das universidades latino-americanas. Durante muito tempo tais espaços disseminaram o conhecimento racional e científico como único e verdadeiro, rechaçando práticas e conhecimentos tradicionais de outros povos que não aqueles que se encontravam no espaço europeu. Atualmente, teóricos e intelectuais vêm pensando em formas outras de produzir e divulgar o conhecimento de modo a contemplar o diálogo epistêmico, respeitando as verdades e as ciências de cada povo e cultura, articulando formas práticas de aplicação de tais conhecimentos no âmbito acadêmico.


Recuperar a memória coletiva a partir do resgate da ancestralidade e a reafirmação do que a tradição ensina é uma das características do pensamento contra-colonial. Conversaremos sobre duas práticas desenvolvidas na/fora da universidade: nos tambores de lá, destacamos a oficina de contação de histórias O mito de Mackandal cuja proposta é oportunizar a crianças de espaços periféricos o conhecimento sobre a Revolução Haitiana a partir da história de François Mackandal, personagem histórico e mítico haitiano. Nos tambores de cá, apresentamos a Pedagogia do Sopapo, prática derivada de pesquisa de doutorado sobre o tambor sopapo e desenvolvida no Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, em Porto Alegre. Tratam-se de narrativas do tambor como produção de conhecimento da cultura negra na América Latina levadas para a comunidade externa à universidade e que possibilitam a construção de metodologias produzidas nos contextos de luta, de marginalização, de resistência e (re)existência.



30 nov/  15h
Vila Flores: 
R. São Carlos, 753 - Floresta
Entrada Franca





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