SHOWS E PERFORMANCES

Sábado 17/11 • Vila Flores  ─ 14:00 – 20:00


TURMALINA APRESENTA: MÚSICA PRETA com participação de Telefounksoul (BA), Miuccia (SP) SackSom (POA) e DJs Turmalina ● O coletivo Turmalina de Porto Alegre trabalha com expressões artísticas no campo visual e sonoro, propostos pela ótica das populações negras. Nesta atividade que se insere dentro da semana da consciência negra, reforça a potência e criatividade da música feita por artistas negros.
Compreendendo culturas de raízes africanas em geral como ferramenta de afirmação da identidade de um povo, aqui, coloca-se em evidência a musicalidade enquanto mecanismo de resistência social, como resposta a marginalização, apropriação e apagamento de uma história. Os artistas selecionados irão traçar uma linha do tempo da música negra dançante, partindo dos pilares, funk, disco e soul, até chegar nos gêneros modernos, como house e techno, criados a partir e influenciados pelos cânones.  Além do gêneros mais conhecidos, fusões inusitadas de música eletrônica global, samba-reggae, afrobeat, pagode baiano, kuduro, entre outros ritmos serão aglomerados e processado via “Bahia Bass”.
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A programação do dia também conta com a palestra Narrativas da Música Negra Através dos Tempos, com Nina Fola (socióloga e musicista) e Bernardo Oliveira (crítico musical, professor pela UFRJ). O diálogo busca traçar percursos da musicalidade afrodiaspórica e suas formas de interpretação e apropriação, sugerindo uma reflexão das origens e ancestralidade até a contemporaneidade, passando por fatores históricos fundamentais.
O DJ Baiano Telefunksoul vai ministrar uma oficina de discotecagem.


17/11 – 14h • Vila Flores ─ Oficina de discotecagem com Telefunksoul (BA)
17/11 – 15h • Vila Flores ─ Palestra Narrativas da Música Negra Através dos Tempos


Nina Fola
Mãe, mulher de terreiro, ativista de direitos humanos, cantora e percussionista, socióloga e mestranda em Sociologia no PPGS/UFRGS. Atua há mais de 25 anos com cultura afrobrasileira como instrumento de luta antirracista. Idealizadora e coordenadora do Coletivo e Grupo de Estudos sobre o pensamento de mulheres negras Atinúké e colaboradora da OSCIP Africanamente.

Bernardo Oliveira
Professor adjunto da Faculdade de Educação da UFRJ, pesquisador, crítico de música e cinema e produtor. Como crítico de música e ensaísta, colaborou com diversos jornais, blogs, revistas e festivais no Brasil e no exterior (Folha de São Paulo, Blog do IMS, FACT Magazine, O Globo, Revista Cinética, Contracampo, Filme Cultura, entre outras). Participou de festivais e eventos de música e cinema como curador e produtor (Semana dos Realizadores, Festival Novas Frequências, Festival Visões Periféricas, Bienal de Arte Digital, Shape Platform, Multiplicidade, entre outros). Desenvolve projeto de pesquisa sobre o filósofo francês Gilbert Simondon (“Gilbert Simondon, precursores e derivações: O problema da educação e da "cultura técnica" na sociedade metaestável"). Coordena os cursos de extensão “Arte e Devir, Arte do Devir” (2016 e 2017) e “Conte Uma História” (2018), ambos relacionados às conexões entre arte e educação. Participa como colaborador do GEM — Grupo de Educação Multimídia (Letras/UFRJ), do LISE — Laboratório do Imaginário Social e Educação (Educação/UFRJ). Produtor e curador do evento de música experimental Quintavant e do selo QTV↗ , já produziu discos de Negro Leo, Bemônio, Vermes do Limbo, entre outros. Co-produziu os filmes "Noite" e "Sutis Interferências", de Paula Maria Gáitan e “UN”, de Sérgio Mekler. Realizou a investigação musical do último filme de Lucrecia Martel, “Zama” (2017). Publicou em dezembro de 2014 o livro "Tom Zé — Estudando o Samba" (Editora Cobogó).