De 15 a 18 de novembro, em Porto Alegre, nove filmes brasileiros — selecionados entre quase 600 inscritos de todas as regiões do país — compõem a Mostra Mundificação, parceria entre o Festival Kino Beat e o Cine Esquema Novo
O 10º Festival Kino Beat anuncia as obras selecionadas para a Mostra Cine Esquema Novo + Kino Beat: Mundificação, que será exibida nos dias 15, 16 e 18 de novembro, na Cinemateca Capitólio, em Porto Alegre. A mostra é resultado de uma parceria entre o Festival Kino Beat e o Cine Esquema Novo, e integra o projeto Portos Conectados: Construindo Mundos Digitais e Encontros em Porto Alegre e Liverpool, que busca aproximar artistas e pesquisadores do Brasil e do Reino Unido em torno de reflexões sobre tecnologia, arte e urbanismo a partir das conexões entre as duas cidades.
A programação reúne nove filmes brasileiros, selecionados entre quase 600 inscritos de todas as regiões do país, e propõe um mergulho em obras que imaginam novas formas de habitar o mundo. As produções exploram temas como território, pertencimento, tecnologia e futuro, a partir de perspectivas que atravessam paisagens urbanas, comunidades alternativas e cidades especulativas. A curadoria é assinada por Gabriel Cevallos, Jaqueline Beltrame e Ramiro Azevedo.
As sessões são gratuitas e, após a exibição em Porto Alegre, a mostra será apresentada em 2026 na FACT Liverpool, no Reino Unido.
Programação – Mostra CEN + Kino Beat: Mundificação
Local: Cinemateca Capitólio (R. Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico)
15/11 – 19h
- Futuro Futuro (Davi Pretto) – 2025 – 1h35
16/11 – 15h e 18/11 – 17h
- Cavaram uma cova no meu coração (Ulisses Arthur) – 2024 – 23min50s
- Quando meu mundo era mais mundo (Frederico Benevides e Déborah Danowski) – 2025 – 36min
- A Menina e o Pote (Valentina Homem e Tati Bond) – 2024 – 12min18s
16/11 – 17h e 18/11 – 15h
- RAPACIDADE (Julia De Simone e Ricardo Pretti) – 2023 – 45min
- PX Origens (Adalberto Oliveira) – 2025 – 22min36s
16/11 – 19h
- Ouvidor (Matias Borgström) – 2023 – 1h14min34s
18/11 – 19h
- Cidade Pássaro (Matias Mariani) – 2020 – 1h53min55s
Na Galeria da Cinemateca Capitólio
15, 16 e 18/11 – das 14h às 19h
- From The Main Square (Da Praça Central) (Pedro Harres) – 2022 – 23min
Filmes selecionados
A Menina e o Pote (Valentina Homem e Tati Bond, 2024, 12 min)
Baseado em um conto de Valentina Homem, o filme apresenta uma parábola sobre transformação e renascimento. Em um mundo distópico, uma menina quebra o pote que guarda um segredo, abrindo portais para universos paralelos. Falado em Nheengatu, incorpora elementos da cosmologia Baniwa e mitologia Yanomami, com técnica de pintura sobre vidro.
Cavaram uma cova no meu coração (Ulisses Arthur, 2024, 24 min)
Enquanto uma mineradora perfura o solo para extrair sal-gema, uma gangue de adolescentes planeja destruir a máquina responsável pelos tremores em Maceió. O filme aborda as consequências ambientais da extração mineral irregular e foi realizado com jovens do projeto Cinema na Chã, moradores das áreas afetadas.
Cidade Pássaro (Matias Mariani, 2020, 1h55)
O nigeriano Amadi procura o irmão em São Paulo e descobre uma narrativa inventada sobre a vida dele no Brasil. A trama investiga temas de identidade, pertencimento e reinvenção, refletindo sobre fronteiras culturais e emocionais. O longa foi exibido na Berlinale e em festivais internacionais como Havana e Paris.
From The Main Square (Da Praça Central) (Pedro Harres, 2022, 23 min)
Em uma cidade fictícia, a diversidade e os conflitos emergem ao redor de uma praça. A experiência em realidade virtual coloca o espectador no centro da ascensão e queda de uma sociedade polarizada. Produção Brasil-Alemanha, foi exibida em Cannes, Annecy e Gramado.
Futuro Futuro (Davi Pretto, 2025, 86 min)
Ambientado em um Brasil distópico, o filme acompanha um homem sem memória que busca sentido em meio a uma nova síndrome neurológica causada por avanços em inteligência artificial. Filmado em Porto Alegre durante as enchentes de 2024, o longa reflete sobre desigualdade, tecnologia e percepção da realidade.
Ouvidor (Matias Borgström, 2023, 95 min)
Documentário sobre a ocupação artística Ouvidor 63, em São Paulo, onde artistas resistem a despejos e discutem os limites entre independência e institucionalização. Filmado ao longo de um ano, registra o cotidiano da comunidade e sua relação com a arte, a política e o direito à cidade.
PX Origens (Adalberto Oliveira, 2025, 23 min)
No bairro de Peixinhos, entre Olinda e Recife, o filme retrata memórias e fragmentos de um território em disputa entre o abandono e o desejo de reconstrução. A obra participou de mostras e festivais em Pernambuco e no Paraná.
Quando meu mundo era mais mundo (Déborah Danowski e Frederico Benevides, 2022, 36 min)
Reflete sobre as transformações emocionais e perceptivas diante da crise climática. O filme combina palavra, imagem e som para investigar modos de abrir portais entre mundos distintos.
RAPACIDADE (Julia De Simone e Ricardo Pretti, 2023, 45 min)
Filme-ensaio sobre a região portuária do Rio de Janeiro, constrói uma colagem de imagens e sons que revelam temporalidades e camadas da cidade. A montagem é o centro da narrativa, articulando elementos históricos, políticos e sensoriais para discutir a gentrificação e o legado colonial do território.
Saiba mais: https://kinobeat.com/
O 10 Festival Kino Beat é viabilizado através da Lei Rouanet, apresentado pela Petrobras, conta com patrocínio da Blue Moon e Crown Embalagens. Apoio Internacional do British Council e Instituto Guimarães Rosa – Ano da Cultura Brasil/Reino Unido. O Festival conta com financiamento do Pró-Cultura RS – Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Estado do RS e Realização Ministério da Cultura – Governo Federal – Do lado do povo brasileiro.
FESTIVAL KINO BEAT
Ao longo dos últimos 15 anos, o Kino Beat desenvolveu de forma gradual a sua identidade e os seus espaços de atuação. A marca surgiu em 2009, como Mostra Kino Beat de filmes relacionados à música. Em 2014, se consolidou como Festival Kino Beat, uma plataforma para investigação e fomento de artistas e ações ligadas principalmente ao universo da arte digital, música contemporânea e audiovisual ao vivo. Com oito edições realizadas em formato de festival, o Kino Beat deriva suas atividades de forma livre em relação a etimologia do seu próprio nome: KINO (movimento, imagem) BEAT (ritmo, som). E se posiciona como um festival de arte contemporânea, articulando a arte do seu tempo, independente da linguagem. Em 2020 foi premiado nas categorias de Inovação e Difusão e Destaque em Curadoria do Prêmio Açorianos de Artes Plásticas da Secretaria de Cultura de Porto Alegre, completando em 2024 seus 15 anos de história.
Dona Flor Comunicação
Raphaela Donaduce Flores | jornalista
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